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Mariana Sayuri
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

É assim...

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,já dei risada quando não podia,fiz amigos eternos,e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,mas também já fui rejeitado,fui amado e não amei.Já gritei e pulei de tanta felicidade,já vivi de amor e fiz juras eternas,e quebrei a cara muitas vezes.
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,já liguei só para escutar uma voz,me apaixonei por um sorriso,já pensei que fosse morrer de tanta saudadee tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi. E ainda vivo Não passo pela vida.
E você também não deveria passar.
Viva!

domingo, 13 de setembro de 2009

Gentileza gera gentileza

Todo mundo diz que não se deve agradar os outros esperando receber em troca o mesmo tratamento. E eu concordo. Sou adepta à teoria de que devemos tratar as pessoas da maneira que gostaríamos de ser tratados.
Assim, de primeira, pode até parecer que as duas sejam a mesma coisa, mas a segunda é mais uma questão de consciência. É mentira dizer que não se espera algo das pessoas com quem você convive, e mentira maior é afirmar que elas por vezes não te decepcionam ou então que te surpreendem com alguma coisa boa. Nós somos assim, fazer o quê?
Ver as coisas assim deixa tudo mais leve. É mais fácil você entender o erro dos outros, mesmo que pareçam ( ou que sejam mesmo ) indesculpáveis. Sabe o porquê disso? Porque você também erra.
Lógico que também dececionamos e tratatamos mal outras pessoas, muitas vezes sem querer ou até sem perceber. Seria hipocrisia demais afirmar que consigo tratar os outros da maneira que gostaria de ser tratada o tempo todo, mas eu tenho aprendido uma lição talvez até maior que essa primeira: saber pedir desculpas.
Aliás, saber pedir e aceitar desculpas é essencial à qualquer tipo de convivência. Ninguém é perfeito o tempo todo e provavelmente por isso as pessoas sejam interessantes e exista aquele tal encanto. Às vezes a gente tem que saber pedir desculpas mesmo sem entender o nosso erro, mas por ter entendido que chateamos alguém. Do mesmo jeito, é preciso saber desculpar mesmo sem entender as justificativas de quem te magoou mas entendendo que a pessoa sente por ter pisado na bola.
Falando assim, até parece muito simples, mas vai tentar por em prática qualquer coisinha desta quando alguém te fizer raiva! Na teoria tudo funciona muito bem...
Como eu disse, ninguém é perfeito, então é óbvio que nem eu, nem você nem qualquer outro mortal vai conseguir ter uma atitude destas, dignas de Madre Tereza de Calcutá, o tempo todo. Mas se você conseguir lembrar disso de vez em quando já está de bom tamanho.

domingo, 6 de setembro de 2009

Guarda-roupas

Você já reparou como a vida é parecida com nosso guarda-roupa?

Quando somos bebês, nossas roupas são pequenininhas, delicadas, macias. São escolhidas justamente pra não nos machucar. Mais tarde um pouco, os macacõezinhos são substituídos por bermudas, vestidos, sapatilhas. A fralda dá lugar à calcinha, à cueca. Ora, já é hora de começar aprender que algumas coisas tem regras. Depois, viramos mocinhos, nos preocupamos mais com a aparência da roupa que vestimos, se está na moda ou não, do que com seu conforto. E cada vez mais aprendemos que existe uma roupa certa pra cada ocasião.

Eu lembro de um conjuntinho roxo e de um casaco de lã verde-água que eu tinha quando criança. Lindos. Também lembro da minha primeira calça jeans de mocinha, de um vestido vermelho que herdei das minhas primas... Às vezes vejo as fotos e lembro de como eu gostava daquelas roupinhas. Às vezes até penso em procurar alguma parecida... Mas hoje ele já seria fora de moda, talvez nem me caísse tão bem.

A vida também é assim. Quando pequenos, tudo nos parece mais confortável e as pessoas se preocupam em nos proteger. Vamos crescendo e dia-a-dia deixamos toda essa comodidade de lado. Nos acostumamos a ter um ou outro problema e a aprender que existe maneira certa pra se fazer as coisas. Com o tempo, aprendemos a dar valor ao sentimento, ao respeito, a amizade, ao amor.

As roupas outrora leves e coloridas, vão cedendo espaço ao terno. Os tênis, ao scarpin. As brincadeiras, ao trabalho. Neste caminho, crescemos, mudamos de corpo, de gosto, de tamanho. Da mesma maneira que mesmo aquela blusa que você amava ficou pra trás, alguns hábitos, algumas manias, algumas pessoas também ficam. E deixam saudade. É como olhar aquela foto e ver como você estava bonito com aquela roupa. Às vezes as coisas se perdem porque não nos servem mais, outras, porque já estava na hora. A gente aprende que nada é pra sempre.

A única coisa que continua é você. A mesma criança que usava aquele macacãozinho todo colorido naquela foto lá do fundo do baú. Seu cabelo mudou, suas roupas, suas preocupações, seus brinquedos e até seus amigos. Ainda assim, é você que se vê no espelho. Nas fotos, folha-a-folha do álbum de fotografias, é como se pudesse rever um filme, lembrar de cada época, de cada detalhe...

A gente lembra da bronca que levou quando desobedeceu a mãe e rasgou aquele bermuda caríssima. E nem precisava ser tão cara assim, porque se você gostava dela, ficou mais triste porque têla rasgado do que com a bronca. Aprendemos que quando gostamos e nos importamos com algo, temos que saber cuidar, não importa se vão ou não nos cobrar por isso. A maioria dos tesouros que ganhamos na vida só dependem da nossa atenção.

O tempo passa e percebemos que é preciso mudar de roupa, renovar o guarda roupa. Ninguém consegue passar a vida inteira vestindo trapos. O que faz a beleza da vida é a novidade. O que é importante na vida é ter estilo e saber o que nos cai bem vestir. As lembranças? As lembranças ficam guardadas nas folhas do álbum de fotografias, protegidas por folhas de papel de seda pra nunca nos deixar esquecer que somos sempre aquela mesma criança, independentemente da embalagem.