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Brasília, DF, Brazil
Nascida, crescida e formada nesta cidade sem avenidas, sem esquinas, sem bairros. Uma típica brasiliense.

Procurando alguma coisa?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim...

O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu.


Quando se tem certeza de que fez as escolhas certas?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não sonhar

Eu prefiro sonhar pouco com as coisas, pois quanto mais se sonha, maior é a decepção com as coisas, com as pessoas e com si próprio. Queria poder escolher não escolher nada, queria poder esperar não esperar nada. Queria não fazer planos, não imaginar o futuro.
Muito menos sonhar, idealizar. Infelizmente, alguns sonhos a gente não escolhe sonhar, parecem que nascem com a gente, são parte do que nós somos. Qual será o preço que se paga por não buscá-los? Quanto será que custa abrir mão deles?
Pra muitos, tudo depende de valer a pena, ou não.
Nesses casos, espero que um sonho maior nasça e apague o antigo, senão... eu simplesmente não sei o que vale a pena:
a dor de não ter tido ou a dor de não ter tentado.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conto de fraldas

Eu sempre sonhei com príncipe encantado, e acabei beijando muito sapo por engano. Acho que toda garota, ainda que bem lá no fundo, sonha com isso. Um cavalheiro que lute contra tudo e contra todos pelo amor da princesa. Uma história que termine com a mocinha toda vestida de sonho, cheia de rendas e fitas, ao som de passarinhos, num felizes para sempre perfeito. É, com o tempo a gente vai caindo na realidade e aprende que princípe não existe, muito menos contos de fadas, talvez nem o tal final feliz se consiga encontrar. Isso é coisa de criança.
Hoje, beirando os trinta, quase uma balzaquiana, me contento com alguém que queira estar comigo, ser meu companheiro e que se importe (pelo menos um pouco comigo). E o mais difícil talvez, que demonstre o quanto eu sou importante.
Esse é o príncipe da era moderna, um tempo em que sonhar com um conto de fadas parece ter se tornado motivo de chacota. E mesmo com a diferença abismal entre nosso príncipe atual e o da nossa infância, essa busca parece ficar mais cansativa e exaustante a cada dia.
É, caros amigos, bom é ser criança e poder sonhar sem noção da realidade, ou até ser adolescente, só pra poder sentir a magia do primeiro amor novamente. Ser adulto cansa e a realidade, aos poucos, desanima.