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Brasília, DF, Brazil
Nascida, crescida e formada nesta cidade sem avenidas, sem esquinas, sem bairros. Uma típica brasiliense.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Algo mais

"Se você não é nenhuma Gisele Bündchen, não há motivo para sedesesperar em frente ao espelho. Quem dera ser uma deusa, mas nãosendo, há chance de ser incluída no time das interessantes. Junte novelindas e uma mulher interessante e será ela quem vai se destacar entreas representantes do marasmo estético. Perfeição, você sabe, entedia.
Mulher interessante é aquela que não nasceu com tudo no lugar, a nãoser a cabeça - e, às vezes, nem isso, pois as malucas também têm umcharme diabólico. A mulher interessante não é propriamente bonita, mastem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos, umamalícia que inquieta a todos quando sorri - e um nariz diferente. Sãotambém conhecidas como feias bonitas.
Eu poderia citar um batalhão de feias bonitas que, aqui no Brasil, sãopúblicas e notórias, mas vá que elas não considerem isso um elogio.Então vou dar um exemplo clássico que vive a quilômetros de distância:Sarah Jessica Parker. É uma feia lindona. Uma feia classuda. Uma feiasurpreendente. Adoro este tipo de visual. Mulheres com rostos difíceisde classificar, que não se enquadram em nenhum padrão.
Quando Meryl Streep estreou como coadjuvante em Manhattan, filme deWoody Allen, chamou a atenção não só pelo talento, mas pelo seu arblasé, seu porte altivo e uma sobrancelha que arqueavainterrogativamente, como se perguntasse: e aí, você já decidiu se lheagrado ou não? Paralisante.
Esse gênero de mulher não figura nos anúncios da Lancôme e não possuium rosto desenhado com fita métrica: olhos, boca e nariz a umadistância equilibrada um dos outros. Nada disso. A feia bonita éaquela que não causa uma excelente impressão à primeira vista. Aocontrário, causa estranhamento. As pessoas se questionam. O que é queessa mulher tem? Ela tem algo. Pronome indefinido: algo.
Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dápara encomendar num consultório de cirurgia plástica. Não adiantamusculação, dieta, hidratantes. Feias bonitas têm a boca larga demais.Ou um leve estrabismo. Ou um nariz adunco. Ou seja, este algo que elastêm é algo errado. Mas que funciona escandalosamente bem.
E há aquelas que não têm nada de errado, mas também nada de relevante.Um zero a zero completo, e ainda assim se destacam. Um exemplo? Aquelamenina que atuou em Homem-Aranha e Maria Antonieta, a Kirsten Dunst.Jamais será uma Michelle Pfiefer, mas a menina tem algo. Quem deraesse algo fosse vendido em frascos nos freeshops da vida.
Se o fato de ser uma feia bonita é, digamos, uma ótima compensação,ser um feio bonito é o prêmio máximo. Não sei se você concorda, maseles são mais atraentes que os bonitos bonitos. Não que seja tolerávelum narigão num homem: ele tem que ter um! Nada de baby face. Éobrigatório uma cicatriz, ou um queixo pronunciado, um olhar caído.Você está lembrando de um monte de cafajestes, eu sei. Ou de um montede italianos. É esse tipo mesmo, você pegou o espírito da coisa.
Feias bonitas e feios bonitos tornam a vida mais generosa,democrática, divertida e interessante. Não podemos ter tudo, mas algose pode ter." ( desconhecido )

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos namorados



Bom, começo este post com uma frase ótima:

"Se o dia é dos namorados, a noite é dos solteiros."

Hoje eu não vou receber flores nem vão me levar pra jantar, ou pra lanchar, ou pra dar um mero rolé no shopping. Não que meus outros dias dos namorados tenham sido muito diferentes. Inclusive ano passado gastei uma grana em interurbano pra mandar flores, cesta de café da manhã, telegrama... E recebi um buquê de rosas que minha cunhada enviou a pedido do falecido. Quinze dias em função de fazer tudo certinho e bonitinho. E ele me faz uma coisa daquelas estampadas "putz, esqueci! maninha, quebra meu galho aí!". É foda.

Mas enfim, não vou ficar lamentando. Mesmo porque tenho lamentado com ou sem namorado, anda triste a situação. Se eu tivesse colocado Santo Antônio de ponta cabeça no feijão, ele estaria obeso. De qualquer forma, antes passar o dia dos namorados solteira que o carnaval namorando. Sobre o dia de hoje, nem tenho muito o que falar. Não tenho namorado. Mas sobre esta noite...

Quem tem azar é azarado e quem tem sorte é SORTERO!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Só comigo...

Eu ainda não defini se a regra que orienta minha vida é a lei de Murphy ou se sou vítima da minha própria lerdeza. Ou se são as duas coisas juntas.
Há um mês marquei uma consulta com um nutricionista. Acordei cedo hoje pra não me atrasar. Fiz minha horinha básica de bicicleta ergométrica, fui escrever minha monografia... Tudo dentro do cronograma que havia estabelecido na minha cabeça.
11:00, hora de tomar banho e me arrumar. Os dois banheiros ocupados. Ótimo. Meu humor já foi por água abaixo em plena véspera de feriado. Dessa vez os enviados de Murphy personalizaram-se nas pessoas da minha mãe e do meu irmão.
Lógico, evidente que saí de casa atrasada, correndo e xingando o mundo.
Cheguei, estacionei, corri rumo à sala 203. Chegando lá, vi aquela placa enorme "Multiclínica". Aquelas cadeiras típicas de consultório médico, as revista e cinco portas trancadas. Bati em uma porta, e nada. Bati em outra, e nada. Bati nas cinco portas, e nada. Meus 15 minutos de atraso viraram 30, até que uma servente da clínica aparece.
-Moça, eu tinha uma consulta às 11:20 e está tudo fechado???
-Ah não... a recepção é lá embaixo, na sala 113.
Bom, o normal quando você erra um endereço é parar no lugar errado, não num lugar certo. Como eu erro o endereço e páro na mesma clínica só que no andar errado? Rumei à sala 113 soltando fogo pelas ventas.
- A nutricionista acabou de ir embora, esperou o tempo de tolerância e teve que sair. A senhora vai ter que remarcar.

Exatamente tudo o que eu queria escutar.

O pior é que não é primeira vez que eu erro desse jeito. Quando entrei na faculdade, criaram um e-mail da turma. Todo mundo acessava os documentos no tal e-mail, menos eu. Isso aconteceu por quase um ano. E eu completamente indignada com a situação. Eu era a única da turma que não conseguia ter acesso ao conteúdo do e-mail. Entrava lá no Yahoo, colocava o login, a senha, entrava e nada. Até que um dia fui mostrar pra um colega o que acontecia comigo e ele me faz a seguinte observação: Mariana, o e-mail não é outrip002, é outrip001. A senha, a mesma.

Eu chego a ter medo de seguir minha vida desse jeito, viu.