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Brasília, DF, Brazil
Nascida, crescida e formada nesta cidade sem avenidas, sem esquinas, sem bairros. Uma típica brasiliense.

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Eu gosto


Eu gosto de namorar. Eu gosto de beijo, de carinho, de abraço, de colo, de cafuné. Eu gosto de confiança, de segurança, de mimos, de atenção, de presentes, de supresas ( boas, as más eu dispenso ). Eu gosto de festa, de amigos, de música, de dança, de conversa fiada e de conversa séria. Eu gosto de água de coco, de chá verde, de água, de suco, de refrigerante, de caldo de cana, de chocolate quente e chá mate bem gelado. Eu gosto de carne, de macarrão, de salada, de camarão, de peixe, de morango com chocolate, de uva, de manga ( picadinha ), de feijoada, de escondidinho, de frango com quiabo, de abobrinha, de caldo de abóbora, de caldo verde, de vaca atolada. Eu gosto de cachorro quente, de misto quente, de beirute, de hamburguer, de sanduíche natural, de bauru, de pão com bife e de pão com linguiça. Eu gosto de foundue, de sushi, de temaki, de yakissoba, de sukyaki, hames, de tabule, de pimentão recheado, de charuto de repolho, de grão de bico, de guacamole, quesadillas. Eu gosto de pinga, de cerveja, de vinho, de chopp, de vodka, de espumante e até de cidra. Eu gosto de pavê, de chocolate, de mousse de maracujá, de sorvete, de bolo, de brigadeiro, de casadinho, de cajuzinho e de beijinho. Eu gosto de coxinha, de risoles, de quibe, bolinha de queijo, de folhado de castanha com leite condensado e de pêssego em calda.


Eu gosto de tudo isso. Gosto pelo gosto, pelo sabor. Assim como gosto do gosto das paixões.

Paixão sem sal, sem açúcar, sem pimenta não é paixão. Paixão sem gosto não tem graça

Paixão sem sabor não agrada ninguém.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Da série: Frases ditas ontem à noite

Conversa vai, conversa vem. O assunto, quase o de sempre: nossa infinita falta de sorte no amor. Se é que se pode falar no amor, melhor falar em relacionamentos apenas.


"Antes de vir o príncipe encantado, pode ter certeza que vem uma cavalaria inteira."

É. Acho que nosso caso formou-se um reino intergalácteo, com uma espécie de cavalaria a la Legião Estrangeira, com gente de tudo quanto é canto... é cavalaria que não acaba mais! No meu caso, parece que ainda resolveram enviar qualquer coisa antes da cavalaria...
Mas não tem nada, não. Dia 12 está chegando... Dia de quê? Dos namorados. E dos SEM namorados também. Prosseguimos firmes e fortes rumo à I Passeata dos Sem Namorados de Brasília! Pelo menos é melhor que ficar em casa. Ah... eu ia me esquecendo. Vai ter um bocado de festa dos solteiros pra ir, né? Ótima oportunidade de conhecer aquele gateeenho...
Pois bem, a última vez que eu resolvi ir a uma festa dessas ( exatamente dessas: A noite dos solteiros ), sem exageros, ficamos eu, Gi e Isa sozinhas no pub. Aliás, sozinhas não. Também estavam os garçons e os seguranças. E depois também chegou o Dalton Vigh, coitado. Tudo bem que a noite aqui em Brasília não é das melhores, mas aquele dia...
Olha, ninguém merece. Eu nem sapo tenho encontrado, quiçá príncipe. Dizem que aqui em Brasília tem muito rapaz bonito, solteiro. Só me resta uma dúvida: onde eles se escondem, por favor?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mais um pouco de Clarice

Quanto tempo e quanta coisa já deixei passar batida por estar preocupada com coisinhas pequeninas que nem mereciam tanta atenção assim. E ainda deixo passar. Será que um dia a gente aprende???
"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
( Clarice Lispector )